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ER Prime Odontologia

Periodontia

Gengivectomia em Belo Horizonte

Em resumo

A gengivectomia é uma cirurgia periodontal que remove o excesso de gengiva em pessoas com aumento gengival causado por inflamação ou por alguns medicamentos, com pseudobolsas que dificultam a higiene ou com cáries e fraturas encobertas pela gengiva. Na Er Prime Odontologia, em Belo Horizonte, a indicação parte de uma avaliação clínica individual, o procedimento é feito com anestesia local e você recebe orientação clara sobre recuperação e cuidados.

O que é a gengivectomia?

A gengivectomia é um procedimento cirúrgico periodontal em que o cirurgião-dentista remove uma parte do tecido gengival que está em excesso ao redor dos dentes. O objetivo é clínico: devolver à gengiva um contorno que permita higienizar bem a região, eliminar bolsas formadas pelo crescimento da própria gengiva ou expor uma parte do dente que precisa ser tratada.

Vale diferenciar a gengivectomia dos procedimentos com finalidade principalmente estética. Quando o foco é harmonizar o sorriso, como no sorriso gengival, costuma-se falar em gengivoplastia, que remodela o contorno da gengiva. A gengivectomia tratada nesta página tem motivação de saúde: tecido aumentado por inflamação crônica, por efeito de medicamentos ou por condições que favorecem o acúmulo de placa bacteriana. Na prática, as duas técnicas podem ser associadas no mesmo procedimento, mas a indicação sempre nasce do exame clínico.

A cirurgia atua somente sobre a gengiva, sem remoção de osso. Por isso, ela faz sentido quando o problema está no tecido mole. Se houver perda óssea ou necessidade de ajustar o osso ao redor do dente, outras técnicas periodontais costumam ser mais adequadas, e essa definição é feita na avaliação.

Quando a gengivectomia é indicada?

A indicação depende de exame clínico, sondagem periodontal (medição da profundidade entre a gengiva e o dente) e, quando necessário, radiografias. Estas são as situações em que ela costuma ser considerada:

  • Aumento gengival inflamatório: gengiva inchada, avermelhada ou fibrosa que não regride totalmente após limpeza profissional e melhora da higiene. É comum em quem acumulou placa por longo período, usa aparelho ortodôntico com dificuldade de limpeza ou respira pela boca.
  • Aumento gengival por medicamentos: alguns remédios de uso contínuo podem provocar crescimento da gengiva em pessoas predispostas, como certos anticonvulsivantes (a fenitoína, por exemplo), imunossupressores (como a ciclosporina) e bloqueadores dos canais de cálcio usados no controle da pressão arterial (como nifedipino e anlodipino).
  • Pseudobolsas: quando a gengiva cresce sobre o dente e forma um espaço profundo sem perda óssea, onde restos de alimento e bactérias se acumulam e a escova não alcança.
  • Acesso para restauração: cárie, fratura ou margem de restauração localizada logo abaixo da gengiva, em casos em que remover uma pequena faixa de tecido mole é suficiente para isolar e restaurar o dente com segurança.
  • Fibromatose gengival: condição, em geral de origem hereditária, em que a gengiva cresce de forma firme e volumosa e pode cobrir parte das coroas dos dentes.

Alguns sinais merecem avaliação: gengiva cobrindo parte dos dentes, sangramento frequente ao escovar, sensação de gengiva grossa ou endurecida, mau hálito persistente, dificuldade para passar o fio dental e mudança no contorno da gengiva depois do início de um novo medicamento. Esses sinais, sozinhos, não confirmam a necessidade de cirurgia. Em muitos casos, o tratamento começa por medidas não cirúrgicas e a gengivectomia só entra se o excesso persistir.

Como funciona a gengivectomia, etapa por etapa

  1. Avaliação inicial: conversa sobre seu histórico de saúde, medicamentos em uso e queixas, seguida de exame da boca, sondagem periodontal para medir a profundidade das bolsas e a faixa de gengiva firme (queratinizada) disponível, além de radiografias quando indicadas.
  2. Preparo periodontal: antes da cirurgia, costuma-se fazer limpeza profissional, remoção de tártaro e orientação de higiene. Em parte dos casos inflamatórios, a gengiva reduz bastante só com essa etapa, e a cirurgia fica menor ou deixa de ser necessária.
  3. Planejamento: definição dos dentes envolvidos, da quantidade de tecido a remover e da técnica. Para quem tem doenças sistêmicas ou usa anticoagulantes, pode ser necessário conversar com o médico responsável antes de marcar o procedimento.
  4. Anestesia local: aplicada apenas na região a ser tratada, para o seu conforto durante o procedimento.
  5. Marcação e remoção do tecido: o dentista marca a profundidade das bolsas na gengiva e remove o excesso com bisturi ou outro instrumento definido no planejamento, dando à margem gengival um contorno que facilite a higiene.
  6. Acabamento e proteção: a região é limpa e, quando indicado, coberta com cimento cirúrgico periodontal, uma proteção temporária que ajuda no conforto nos primeiros dias.
  7. Orientações e prescrição: você recebe as instruções de cuidados e, quando indicado, o dentista prescreve analgésico, anti-inflamatório ou outra medicação para o pós-operatório.
  8. Retornos: revisões nos dias seguintes para acompanhar a cicatrização, remover a proteção e, se for o caso, seguir com a restauração do dente que estava encoberto.

O tempo de cada sessão varia com o número de dentes e a extensão do aumento gengival. Em casos amplos, o tratamento pode ser dividido por regiões da boca, o que torna a recuperação mais confortável.

Por que tratar o excesso de gengiva e o que acontece se adiar?

O excesso de gengiva cria esconderijos para a placa bacteriana. Mesmo com boa vontade na escovação, as cerdas não alcançam o fundo de uma pseudobolsa, e o acúmulo constante mantém a gengiva inflamada. É um ciclo: a inflamação aumenta o volume do tecido, e o tecido aumentado dificulta ainda mais a limpeza.

Quando bem indicada, a gengivectomia ajuda a:

  • tornar a higiene diária possível e eficaz na região tratada;
  • reduzir sangramento, inflamação e mau hálito associados ao acúmulo de placa;
  • permitir que cáries e fraturas abaixo da gengiva sejam restauradas com isolamento adequado;
  • melhorar o conforto ao mastigar e falar quando o tecido aumentado interfere nessas funções;
  • facilitar o acompanhamento periodontal nas consultas de manutenção.

Adiar o tratamento não costuma trazer melhora espontânea quando o aumento já é fibroso. A inflamação persistente pode evoluir para periodontite em pessoas suscetíveis, com perda do osso que sustenta os dentes. Uma cárie que fica escondida sob a gengiva tende a avançar e, com o tempo, pode exigir tratamento de canal ou até extração. No aumento por medicamentos, o tecido pode continuar crescendo enquanto o fator que o provoca estiver presente. Isso não significa que a decisão precise ser tomada às pressas, mas vale buscar avaliação para definir, com informação, o momento adequado de tratar.

Cuidados antes e depois da gengivectomia

Antes do procedimento

  • Informe todos os medicamentos que você usa, inclusive anticoagulantes, antiagregantes e suplementos, além de alergias e doenças como diabetes e hipertensão.
  • Não suspenda nenhum remédio por conta própria. Qualquer ajuste é decidido pelo médico que o prescreveu.
  • Alimente-se normalmente antes da consulta, salvo orientação diferente.
  • Se você fuma, procure evitar o cigarro nos dias que antecedem e sucedem a cirurgia, pois ele prejudica a cicatrização.

Depois do procedimento

  • Prefira repouso relativo no dia da cirurgia e evite esforço físico intenso nos primeiros dias.
  • Faça compressas frias na face, na região operada, nas primeiras horas, se isso for orientado.
  • Opte por alimentos macios, frios ou mornos. Evite comidas muito quentes, ácidas, apimentadas ou crocantes enquanto a gengiva estiver sensível.
  • Não faça bochechos vigorosos nas primeiras 24 horas e não toque a região com a língua ou os dedos.
  • Escove os demais dentes normalmente e limpe a área operada com escova macia, do jeito que o dentista mostrar. Use antisséptico bucal apenas se for prescrito.
  • Evite álcool e cigarro durante a cicatrização.
  • Tome somente a medicação prescrita, sem automedicação.

Como costuma ser a recuperação

Um desconforto leve a moderado nos primeiros dias é esperado, assim como gengiva avermelhada, sensível e com pequeno sangramento ao escovar. A superfície da gengiva costuma se recobrir em uma a duas semanas, e o amadurecimento completo do tecido leva algumas semanas a mais. Sensibilidade nos dentes ao frio pode aparecer por um período e tende a diminuir. O tempo exato varia de pessoa para pessoa.

Procure atendimento de urgência ou um pronto-socorro se notar inchaço que se espalha para o olho ou o pescoço, febre alta, dificuldade para respirar ou engolir, ou sangramento que não para mesmo com pressão local de gaze. Nessas situações, avise também o seu dentista.

Riscos, limitações e contraindicações

A gengivectomia é um procedimento bem estabelecido na periodontia, mas, como toda cirurgia, tem riscos e limites que precisam ser conversados antes.

Riscos possíveis

  • dor, inchaço e desconforto pós-operatório;
  • sangramento acima do esperado, especialmente em quem usa anticoagulantes;
  • infecção da área operada, pouco frequente quando os cuidados são seguidos;
  • sensibilidade temporária nos dentes;
  • exposição de parte da raiz, dentes com aparência mais longa ou espaços escuros entre os dentes, conforme a quantidade de tecido removido;
  • retorno do aumento gengival, sobretudo quando a causa (placa ou medicamento) continua presente.

Limitações

  • A gengivectomia não trata perda óssea. Bolsas com defeito no osso pedem outras abordagens periodontais.
  • Ela não substitui o controle diário da placa. Sem higiene adequada, a inflamação tende a voltar.
  • Quando a cárie ou a fratura avança até muito perto do osso, remover só gengiva pode não bastar. Pode ser necessário um aumento de coroa com ajuste ósseo ou outra solução para o dente.

Contraindicações e situações que pedem cautela

  • faixa estreita de gengiva queratinizada, que seria eliminada pela remoção do tecido;
  • bolsas com perda óssea (infraósseas);
  • diabetes descompensado, distúrbios de coagulação ou outras condições sistêmicas sem controle, até que estejam estabilizadas;
  • higiene bucal insuficiente e persistente;
  • gestação: o aumento gengival da gravidez costuma regredir após o parto, e procedimentos eletivos geralmente são adiados, com decisão caso a caso;
  • aparelho ortodôntico em uso: parte do aumento pode diminuir após a remoção do aparelho e a melhora da higiene.

Duração, manutenção e acompanhamento

Não existe um prazo único para a durabilidade do resultado. A estabilidade da gengiva depende da causa do aumento, da resposta do seu organismo e, principalmente, dos cuidados mantidos depois da cicatrização.

  • Higiene diária: escovação cuidadosa, fio dental e, quando indicado, escova interdental são a base para que a gengiva continue saudável.
  • Consultas de manutenção: limpezas profissionais e reavaliação periodontal em intervalos definidos pelo dentista, de acordo com o seu risco.
  • Aumento por medicamento: o crescimento pode voltar enquanto o remédio estiver em uso. Vale conversar com o médico responsável sobre a possibilidade de alternativas, sabendo que essa decisão é exclusivamente médica e leva em conta a sua saúde geral.
  • Dente restaurado: quando a cirurgia foi feita para dar acesso a uma restauração, a margem da restauração e a gengiva ao redor também passam a ser acompanhadas nas revisões.

Se a gengiva voltar a crescer, um novo procedimento pode ser considerado, sempre a partir de nova avaliação. Acompanhamento regular permite identificar alterações cedo e agir de forma mais simples.

Como é feita a gengivectomia na Er Prime Odontologia

Na Er Prime Odontologia, o atendimento começa por uma consulta sem pressa. A Dra. Emanuelle Reis, cirurgiã-dentista responsável técnica pela clínica (CRO-MG 43164), escuta suas queixas, revisa seu histórico de saúde e os medicamentos em uso e examina a gengiva com cuidado antes de indicar qualquer cirurgia.

Com quase 10 anos de experiência clínica e mais de 5.000 pacientes atendidos ao longo da carreira, a Dra. Emanuelle conduz cada caso com planejamento individual:

  • avaliação clínica, sondagem periodontal e exames de imagem quando necessários;
  • preparo periodontal antes da cirurgia, para que a gengiva esteja o menos inflamada possível;
  • explicação clara de cada etapa, dos riscos e do que esperar da recuperação;
  • integração com as demais áreas de atuação da clínica, como clínica geral e odontologia reabilitadora, quando o dente encoberto precisa ser restaurado;
  • retornos programados para acompanhar a cicatrização e a manutenção.

Se a avaliação mostrar que outra abordagem é mais adequada para o seu caso, isso é explicado com transparência. O ambiente é acolhedor e reservado, pensado para que você se sinta à vontade para tirar dúvidas.

A clínica fica na Rua Serenata, 17, bairro Nossa Senhora da Conceição, Belo Horizonte/MG, CEP 30250-000. O atendimento é com hora marcada, das 9h às 18h, e o agendamento da avaliação é feito pelo WhatsApp (31) 98718-9233.

Perguntas frequentes sobre gengivectomia

A gengivectomia dói?

O procedimento é feito com anestesia local, aplicada para o seu conforto, por isso a sensação durante a cirurgia costuma ser de pressão e não de dor intensa. Depois que a anestesia passa, é comum sentir desconforto leve a moderado e sensibilidade na gengiva nos primeiros dias. O dentista pode prescrever analgésico ou anti-inflamatório quando indicado, e seguir as orientações de alimentação e higiene ajuda bastante na recuperação. A intensidade varia conforme a extensão da área tratada.

Quanto tempo leva a recuperação da gengivectomia?

A superfície da gengiva costuma se recobrir em uma a duas semanas, e o tecido termina de amadurecer ao longo de algumas semanas seguintes. Nos primeiros dias, a região fica sensível e pede alimentação macia e escovação delicada. A maioria das pessoas retoma a rotina rapidamente, mas o tempo exato depende da quantidade de dentes tratados, da sua saúde geral e dos cuidados em casa. Os retornos programados servem justamente para acompanhar essa evolução.

A gengiva pode crescer de novo depois da gengivectomia?

Sim, pode. O retorno do aumento gengival acontece principalmente quando a causa continua presente, como acúmulo de placa bacteriana ou uso de medicamentos que estimulam o crescimento da gengiva. Higiene diária cuidadosa, fio dental e consultas de manutenção reduzem bastante esse risco. Nos casos ligados a medicamentos, a recidiva é mais provável enquanto o remédio estiver em uso. Se a gengiva voltar a crescer, uma nova avaliação define se cabe outro procedimento.

Preciso parar o remédio que causou o aumento da gengiva?

Não, e nunca por conta própria. Medicamentos como anticonvulsivantes, imunossupressores e remédios para pressão tratam condições importantes, e qualquer troca ou ajuste é decisão exclusiva do médico que os prescreveu. O que se pode fazer é conversar com esse médico sobre o efeito na gengiva e perguntar se existe alternativa adequada para você. Enquanto isso, o controle da placa e o acompanhamento odontológico ajudam a limitar o crescimento do tecido.

Qual a diferença entre gengivectomia e gengivoplastia?

A diferença está principalmente na finalidade. A gengivectomia remove tecido gengival em excesso por motivo clínico, como pseudobolsas, aumento gengival por inflamação ou medicamento e necessidade de acesso para restaurar um dente. A gengivoplastia remodela o contorno da gengiva, muitas vezes com objetivo estético, como no sorriso gengival. As duas técnicas podem ser feitas juntas, e a escolha depende do que o exame clínico mostra na sua boca.

Quem tem diabetes ou usa anticoagulante pode fazer gengivectomia?

Em muitos casos, sim, desde que a condição esteja controlada e o planejamento leve isso em conta. Diabetes descompensado prejudica a cicatrização e aumenta o risco de infecção, por isso o ideal é operar com a glicemia estável. Quem usa anticoagulante tem mais tendência a sangrar, e o dentista pode precisar conversar com o médico responsável antes do procedimento. Nunca suspenda o anticoagulante sem orientação médica. A avaliação individual define a conduta mais segura.

Conteúdo educativo, revisado pela Dra. Emanuelle Reis (CRO-MG 43164). Não substitui a consulta: a indicação, as etapas e os cuidados de cada tratamento dependem da avaliação clínica individual.

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Rua Serenata, 17, Nossa Senhora da Conceição, Belo Horizonte · Segunda a sexta, das 9h às 18h, com hora marcada

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