Levantamento de Seio Maxilar em Belo Horizonte
Em resumo
O levantamento de seio maxilar é uma cirurgia que cria altura óssea na região posterior superior da boca, indicada para quem perdeu dentes de trás em cima e não tem osso suficiente para receber um implante. Na Er Prime Odontologia, em Belo Horizonte, a indicação parte de avaliação clínica e tomografia, com planejamento individual, explicação de cada etapa e orientação cuidadosa sobre recuperação e prazos.
O que é o levantamento de seio maxilar?
O levantamento de seio maxilar, também chamado de elevação do seio maxilar ou sinus lift, é uma cirurgia de enxerto ósseo feita na parte posterior da arcada superior, na região dos pré-molares e molares de cima. O objetivo é ganhar altura de osso para que essa área possa receber um ou mais implantes dentários com estabilidade.
O seio maxilar é uma cavidade cheia de ar que fica dentro do osso da face, logo acima das raízes dos dentes posteriores superiores. Ele é revestido por uma membrana fina, a membrana sinusal (ou membrana de Schneider). Quando um dente dessa região é perdido, dois processos costumam acontecer ao longo do tempo: o osso que sustentava a raiz é reabsorvido, e o seio maxilar tende a se expandir para baixo, ocupando parte do espaço onde antes havia osso. O resultado pode ser uma camada óssea muito fina entre a boca e o seio.
No procedimento, o cirurgião-dentista acessa essa região, descola e eleva cuidadosamente a membrana sinusal, procurando preservá-la íntegra, e preenche o espaço criado abaixo dela com material de enxerto. Com o tempo, esse material se integra e dá lugar a osso novo, formando a base necessária para o implante. É uma técnica consolidada na implantodontia, com indicação bem definida, mas que depende de exames e de planejamento cuidadoso.
Quando o levantamento de seio maxilar é indicado?
A indicação principal é a falta de altura óssea na região posterior superior para instalar um implante com estabilidade. Isso não se percebe a olho nu: quem tem pouco osso nessa área geralmente não sente nada diferente. O diagnóstico vem da avaliação clínica associada a exames de imagem, em especial a tomografia computadorizada de feixe cônico, que mostra a altura e a largura do osso, a posição do seio maxilar e a condição da membrana.
Situações em que o levantamento costuma ser considerado:
- Perda de pré-molares ou molares superiores há bastante tempo, com reabsorção do osso.
- Extração de dentes posteriores superiores com raízes muito próximas do seio maxilar ou que já apresentavam perda óssea por doença periodontal ou infecção.
- Seio maxilar naturalmente amplo ou que se expandiu para baixo após a perda dos dentes.
- Desejo de substituir uma prótese removível parcial por implantes na parte de trás da arcada superior.
- Planejamento de reabilitação com implantes em que a altura óssea medida na tomografia é insuficiente para o implante adequado ao caso.
Nem todo caso com pouco osso precisa de levantamento. Dependendo da quantidade de osso remanescente, da mordida e das condições de saúde, podem existir alternativas, como implantes curtos, implantes em outra posição ou próteses sem implante. Cada alternativa tem vantagens e limitações próprias, e essa comparação faz parte da avaliação, discutida com você antes de qualquer decisão.
Como é feito o levantamento de seio maxilar, etapa por etapa
Existem duas formas principais de acesso ao seio maxilar, e a escolha depende sobretudo da altura de osso que ainda existe.
Técnica de janela lateral
Indicada quando há pouco osso remanescente ou quando é necessário um ganho maior de altura. O acesso é feito por uma pequena abertura na parede lateral do osso maxilar, por dentro da boca, na altura da bochecha. Por essa janela, a membrana é elevada e o enxerto é posicionado.
Técnica crestal (transalveolar)
Usada quando já existe uma quantidade moderada de osso e o ganho necessário é menor. O acesso é feito pelo próprio local onde o implante será instalado, com instrumentos que elevam a membrana por baixo, de forma menos invasiva. Muitas vezes o implante é colocado no mesmo tempo cirúrgico.
De modo geral, o tratamento segue estas etapas:
- Avaliação inicial: conversa sobre histórico de saúde, medicamentos em uso, histórico de sinusite ou alergias respiratórias, e exame clínico da boca.
- Exames de imagem: tomografia computadorizada para medir o osso e avaliar o seio maxilar. Em alguns casos, pode ser pedida avaliação com otorrinolaringologista antes da cirurgia.
- Planejamento: definição da técnica, do tipo de material de enxerto, do momento de instalação do implante e da prótese provisória, quando houver.
- Preparo: tratamento de focos de infecção na boca, orientações para o dia da cirurgia e prescrição de medicamentos, se indicada pelo dentista.
- Cirurgia: realizada com anestesia local para o seu conforto. A gengiva é aberta, o acesso ao seio é feito pela técnica escolhida, a membrana é elevada com delicadeza e o espaço é preenchido com o enxerto.
- Implante simultâneo ou em segundo tempo: se o osso existente permitir boa estabilidade, o implante pode ser instalado na mesma cirurgia. Caso contrário, aguarda-se a formação do novo osso.
- Sutura e orientações: a gengiva é fechada com pontos e você recebe as orientações por escrito para os primeiros dias.
- Retornos e nova imagem: consultas de controle, remoção dos pontos e, depois do período de cicatrização, novo exame para conferir o ganho ósseo antes do implante ou da prótese.
Os materiais de enxerto mais usados incluem osso do próprio paciente e substitutos ósseos de origem biológica ou sintética. A escolha é feita caso a caso, considerando o volume necessário e as condições de saúde.
Por que fazer o levantamento e o que acontece se você adiar?
O levantamento de seio maxilar existe para tornar possível um implante onde, sem ele, não haveria osso suficiente para sustentá-lo. Instalar um implante em altura óssea insuficiente aumenta o risco de falta de estabilidade, de falha na integração e de invasão do seio maxilar. Por isso, quando a tomografia mostra pouco osso, criar essa base costuma ser o caminho mais previsível para uma reabilitação fixa na parte de trás da arcada superior.
Repor os dentes posteriores tem importância funcional. São eles que fazem a maior parte da trituração dos alimentos e ajudam a distribuir as forças da mordida. Quando faltam, é comum:
- mastigar mais de um lado só, sobrecarregando outros dentes e a articulação;
- os dentes vizinhos se inclinarem para o espaço vazio;
- o dente de baixo, sem antagonista, se deslocar para cima (extrusão);
- a perda óssea continuar com o passar dos anos.
Adiar não costuma ser uma urgência, mas tem consequências. Quanto mais tempo a região fica sem dente, maior tende a ser a reabsorção do osso e a expansão do seio, o que pode exigir um enxerto maior ou limitar as opções de tratamento. Uma avaliação em BH, mesmo que você ainda não pretenda operar, ajuda a entender o cenário atual e a planejar o momento adequado para você.
Cuidados antes e depois do levantamento de seio maxilar
Antes da cirurgia
- Informe todos os medicamentos que você usa, especialmente anticoagulantes, antiagregantes e medicamentos para osteoporose. Não suspenda nenhum deles por conta própria: qualquer ajuste é combinado com o médico que os prescreveu.
- Conte se tem ou teve sinusite, rinite, desvio de septo ou cirurgias no nariz.
- Se fuma, converse sobre parar ou reduzir: o tabagismo prejudica a cicatrização e a integração do enxerto.
- Faça uma refeição leve antes, salvo orientação diferente, e programe alguns dias de rotina mais tranquila.
Depois da cirurgia: o cuidado com o nariz
Nas primeiras semanas, o enxerto e a membrana sinusal precisam de estabilidade. Variações bruscas de pressão dentro do seio maxilar podem deslocar o material ou abrir a membrana. Por isso, as orientações mais importantes são:
- Não assoar o nariz com força, geralmente por cerca de duas semanas ou pelo período indicado pelo dentista. Se precisar, limpe o nariz com delicadeza, sem pressão.
- Espirrar com a boca aberta, para que o ar não seja empurrado para o seio.
- Evitar canudos, instrumentos de sopro, encher balões e fumar.
- Evitar mergulho e consultar o dentista antes de viagens de avião nas primeiras semanas.
- Evitar esforço físico intenso e não ficar com a cabeça abaixada por longos períodos nos primeiros dias.
Recuperação no dia a dia
- Compressas frias no rosto nas primeiras 48 horas ajudam a controlar o inchaço.
- Alimentação macia, morna ou fria, mastigando do lado oposto.
- Escovar os outros dentes normalmente e higienizar a área operada conforme a orientação recebida, sem bochechos vigorosos nos primeiros dias.
- Dormir com a cabeça um pouco elevada.
- Usar apenas os medicamentos prescritos, sem automedicação. O dentista pode indicar analgésico, anti-inflamatório, antibiótico e, em alguns casos, descongestionante, conforme cada situação.
É esperado algum inchaço, sensação de nariz congestionado, manchas roxas na bochecha e pequeno sangramento pelo nariz nos primeiros dias. Procure a clínica se notar saída de material granulado pelo nariz, secreção com mau cheiro ou dor que aumenta em vez de diminuir. Procure atendimento de urgência ou pronto-socorro em caso de inchaço que se espalha para o olho ou o pescoço, febre alta, dificuldade para respirar ou engolir, ou sangramento que não para.
Riscos, limitações e contraindicações
Como toda cirurgia, o levantamento de seio maxilar tem riscos. Eles são reduzidos com planejamento cuidadoso e com os cuidados de recuperação, mas não eliminados. Os principais são:
- Perfuração da membrana sinusal: pode ocorrer durante a cirurgia. Pequenas perfurações muitas vezes são reparadas no próprio procedimento; em casos maiores, pode ser necessário interromper e repetir a cirurgia após a cicatrização.
- Sinusite pós-operatória: inflamação ou infecção do seio maxilar, que exige acompanhamento e tratamento.
- Infecção ou perda parcial do enxerto: pode reduzir o ganho de osso e levar à necessidade de um novo enxerto.
- Comunicação entre boca e seio maxilar, sangramento, hematoma e inchaço acima do esperado.
- Falha na integração do implante, mesmo com enxerto bem-sucedido.
Algumas condições contraindicam a cirurgia ou exigem preparo prévio:
- sinusite aguda ou crônica não tratada e outras alterações do seio maxilar;
- diabetes ou outras doenças sistêmicas sem controle;
- tabagismo intenso;
- radioterapia prévia na região da cabeça e pescoço;
- uso de alguns medicamentos para osteoporose ou para câncer que afetam o metabolismo ósseo;
- gestação, situação em que procedimentos eletivos costumam ser adiados.
Também há limitações: o volume de osso formado varia de pessoa para pessoa, o tempo de espera é maior do que o de um implante sem enxerto, e alguns pacientes precisarão de mais de uma etapa cirúrgica. Por isso o resultado depende de avaliação, de exames e dos cuidados em cada fase.
Quanto tempo leva até o implante e como é o acompanhamento?
O tempo total varia bastante e depende da técnica, da quantidade de osso inicial, do material de enxerto e da sua cicatrização. Como referência geral:
- A recuperação dos sintomas da cirurgia costuma levar de alguns dias a cerca de duas semanas.
- Quando o implante é colocado junto com o enxerto, aguarda-se a integração do implante e do osso novo antes da prótese, o que em geral leva alguns meses.
- Quando o implante é feito em segundo tempo, o intervalo até a sua instalação costuma ser de alguns meses, muitas vezes entre quatro e nove meses. Depois disso, ainda há o período de integração do implante antes da coroa.
Esses intervalos são estimativas, não um cronograma fixo. A decisão de seguir para a próxima etapa é tomada com base no exame clínico e em nova imagem, que mostra se o osso formado tem volume e maturação adequados.
Depois que o implante e a prótese estão em função, o osso enxertado passa a se comportar como o restante do osso da região e precisa dos mesmos cuidados: higiene diária com escova, fio dental ou escova interdental, consultas periódicas de revisão e limpeza profissional, controle de hábitos como o apertamento dos dentes e atenção à saúde da gengiva ao redor do implante. A durabilidade varia conforme esses cuidados, a saúde geral e a carga da mordida. Se surgirem sintomas nasais persistentes, sangramento na gengiva ao redor do implante ou desconforto ao mastigar, vale antecipar a revisão.
Como é feito o levantamento de seio maxilar na Er Prime Odontologia
Na Er Prime Odontologia, o levantamento de seio maxilar faz parte de um plano de reabilitação pensado como um todo, e não de uma cirurgia isolada. A primeira consulta é feita sem pressa: a Dra. Emanuelle Reis, cirurgiã-dentista e responsável técnica pela clínica (CRO-MG 43164), ouve seu histórico, examina a boca e solicita os exames necessários para medir o osso e avaliar o seio maxilar.
Com os exames em mãos, você recebe uma explicação clara do que foi encontrado, das opções possíveis (inclusive alternativas ao enxerto, quando existirem), das etapas previstas e do que se espera de cada uma. O planejamento é individual e considera sua saúde geral, sua rotina e o que é importante para você no resultado.
A Dra. Emanuelle Reis tem quase 10 anos de experiência clínica e mais de 5.000 pacientes atendidos ao longo da carreira, com áreas de atuação em odontologia estética e reabilitadora, clínica geral, ortodontia, endodontia, clareamento e implantes. O atendimento acontece em ambiente acolhedor e reservado, com acompanhamento próximo em cada retorno.
A clínica fica na Rua Serenata, 17, bairro Nossa Senhora da Conceição, em Belo Horizonte/MG, CEP 30250-000. O atendimento é com hora marcada, das 9h às 18h. Para agendar sua avaliação, envie uma mensagem pelo WhatsApp (31) 98718-9233.
Perguntas frequentes sobre levantamento de seio maxilar
O levantamento de seio maxilar dói?
A cirurgia é feita com anestesia local para o seu conforto. Durante o procedimento você pode sentir pressão e vibração, e a anestesia reduz a sensibilidade da área; se sentir incômodo, avise, para que a anestesia seja complementada. Nos dias seguintes, é comum haver desconforto, inchaço e sensação de nariz entupido, que costumam diminuir aos poucos. O dentista pode prescrever analgésico e anti-inflamatório quando indicado. Dor que aumenta com o passar dos dias, em vez de diminuir, deve ser comunicada à clínica.
Por quanto tempo não posso assoar o nariz depois da cirurgia?
Em geral, a orientação é não assoar o nariz com força por cerca de duas semanas, mas o período exato é definido pelo dentista conforme a técnica e a cicatrização. A pressão de assoar pode deslocar o enxerto ou abrir a membrana do seio maxilar. Se precisar limpar o nariz, faça com delicadeza. Para espirrar, mantenha a boca aberta, o que reduz a pressão dentro do seio.
Quanto tempo depois do levantamento posso colocar o implante?
Depende do caso. Quando há osso suficiente para dar estabilidade, o implante pode ser instalado na mesma cirurgia. Quando o implante fica para uma segunda etapa, o intervalo costuma ser de alguns meses, muitas vezes entre quatro e nove meses, até que o enxerto amadureça. A decisão é tomada com exame clínico e nova imagem, que confirmam se o osso formado está adequado para receber o implante.
Quem tem sinusite ou rinite pode fazer levantamento de seio maxilar?
Em muitos casos, sim, desde que o quadro esteja controlado. Sinusite ativa ou alterações importantes do seio maxilar precisam ser tratadas antes, e às vezes é pedida avaliação com otorrinolaringologista. Rinite alérgica controlada geralmente não impede a cirurgia, mas deve ser informada, porque espirros frequentes exigem atenção extra no pós-operatório. A tomografia ajuda a avaliar a condição do seio antes do planejamento.
Vou ficar sem dente durante o tratamento?
Nem sempre. Como a região posterior superior aparece pouco ao sorrir, muitas pessoas passam esse período sem prótese no local, mastigando com os outros dentes. Quando há necessidade estética ou funcional, pode ser usada uma prótese provisória, desde que ela não pressione a área enxertada. O tipo de provisório e o momento de usá-lo são definidos no planejamento, para não prejudicar a cicatrização do enxerto.
Posso viajar de avião depois do levantamento de seio maxilar?
Nas primeiras semanas, converse com o dentista antes de qualquer viagem aérea. A mudança de pressão na cabine pode afetar o seio maxilar enquanto a membrana e o enxerto ainda estão se estabilizando. Por isso, quando possível, vale programar a cirurgia longe de viagens já marcadas. Mergulho também deve ser evitado nesse período. Cada caso recebe orientação específica no pós-operatório, de acordo com a técnica usada.
Conteúdo educativo, revisado pela Dra. Emanuelle Reis (CRO-MG 43164). Não substitui a consulta: a indicação, as etapas e os cuidados de cada tratamento dependem da avaliação clínica individual.
Agende sua avaliação na Er Prime Odontologia
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